MESTRE BIMBA MESTRE BIMBA MESTRE BIMBA
A Vida
Mestre Bimba (Manuel dos Reis Machado) filho de Luiz Cândido Machado e Maria
Martinha do Bonfim, nasceu no bairro de Engenho Velho, freguesia de brotas, Salvador
Bahia em 23 de novembro de 1900. Recebeu esse apelido devido a uma aposta que sua
mãe fez com a parteira que o " aparou " . Ao contrário do que a Mãe achava, a parteira
disse que iria nascer um menino, se fosse receberia o apelido de "Bimba" pôr se tratar, na
Bahia, de um nome popular do órgão sexual masculino.
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A Prática
Começou a praticar capoeira aos 12 anos de idade na estrada das Boiadas, hoje o Bairro
Negro da Liberdade, com o africano Bentinho, capitão da navegação Baiana. Foi estivador
durante 14 anos e começou a ensinar capoeira aos 18 anos de idade no Bairro onde nasceu
no "Clube União em Apuros". Até 1918 não existia academias como hoje e treinava-se nas
esquinas, nas portas dos armazéns e até no meio do mato.
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O Surgimento da Regional
Consideramos ineficaz e muito folclorizada a capoeira da época, devido ao fato de os
movimentos eram extremamente disfarçados, mestre Bimba resolveu desenvolver um estilo
de capoeira mais eficiente, inspirando-se no antigo "Batuque" (luta na qual seu pai era um
grande lutador, considerado até um campeão) e acrescentando a sua própria criatividade,
introduziu movimentos que ele julgava necessário para que a capoeira fosse mais eficaz.
Então em 1928, mestre Bimba criou o que ele denominou "Capoeira Regional Baiana" por
ser esta praticada única e exclusivamente em Salvador.
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O Reconhecimento da Capoeira no Brasil
A partir da década de 30, com a implantação do Estado Novo, o Brasil atravessou uma fase
de grandes transformações políticas e culturais, onde os ideais nacionalistas e de modernização
ficaram em evidência.Nesse contexto, surge a oportunidade de Mestre Bimba fazer com que o
seu novo estilo de capoeira alcançasse as classes sociais mais privilegiadas.
Em 1936 fez a 1º apresentação do trabalho e no ano seguinte foi convidado pelo governador
da Bahia,o General Juracy Magalhães, para fazer uma apresentação do palácio do governador
onde estavam presentes autoridades e convidados, inclusive o presidente da época que gostou
muito da apresentação.
Dessa forma a capoeira é reconhecida como"Esporte Nacional" Mestre Bimba foi reconhecido
pela Sec. Ed. Ass. Pública ao estado da Bahia como Professor de Educação física e sua
academia foi a 1ª no Brasil reconhecida por Lei.
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A diferença
O que faz com que Mestre Bimba se destacasse do demais capoeiristas de sua época, é que
ele foi o 1º a desenvolver um sistema de ensino e a ensinar em recinto fechado. Além desse
sistema , ele elaborou técnicas de defesa Pessoal até mesmo contra armas . Mestre Bimba
preocupava-se demais com a imagem da Capoeira, não permitindo treinar em sua academia
aqueles que não trabalhavam nem estudavam.
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A Morte
Em 1973, Mestre Bimba, por motivos financeiros, deixou a Bahia, sob
acusação de que os "Poderes Públicos" Jamais haviam o ajudado. Faleceu em Fevereiro de
1974 em Goiânia, vítima de um derrame cerebral.
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Antigo Método de Treinamento de Bimba
Mestre Bimba desenvolveu o 1º método de ensino que vemos a seguir como ele funcionava:
• Exame de admissão
Dizia-se que em outros tempos, Mestre Bimba aplicava uma "Gravata" no pescoço do
indivíduo que quisesse treinar e dizia "Agüenta ai sem chiar", Se agüentasse o tempo que
ele mesmo determinava estaria matriculado. Mestre Bimba justificava esse critério dizendo
que só queria macho em sua academia. Mais tarde mudou os critérios, Submetendo o
Candidato a fazer alguns movimentos para que ele pudesse avaliar se o pretendente tinha
condição ou não para praticar a capoeira regional. A próxima fase seria aprender a
"Seqüência de Ensino".
• O Aprendizado
O aluno nesse fase aprendia o que se chamava "Seqüência de Ensino" que eram as oito
seqüências de movimentos de ataque, esquivas e contra ataque destinadas somente aos
iniciantes, simulando as situações mais comuns que o aluno enfrentaria durante o jogo de
capoeira.
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Observação:
Esse foi o 1º método de ensino criado para ensinas alguém a jogar capoeira e o calouro
treinava essas seqüências em duplas sem o acompanhamento dos instrumentos. Quando
estas estivessem bem decoradas o Mestre dizia: "Amanha você vai entrar no aço, no aço
do Berimbau".
Era comum naquele tempo dizerem que o capoeirista quando agarrado, não tinha como
reagir. Então mestre Bimba, com sua criatividade ensinava seus alunos quais eram as
melhores saídas.Todos esses ensinamentos faziam com que o método de mestre Bimba
fosse incomparável e esse treinamento durava cerca de 3 meses só então é que o aluno
seria batizado.
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O Batizado
O batizado era quando o aluno jogava pela 1ª vez na roda com o acompanhamento dos
instrumentos que era formado por 1 berimbau e 2 pandeiros. O mestre escolhia o formado
que jogaria com o calouro e então tocava o toque que caracteriza a capoeira regional, para
isso o calouro era colocado no centro da roda para que o formado ou o próprio mestre
desse um apelido a ele. Escolhido o "nome de guerra" todos aplaudiam e então o mestre
mandava o calouro pedir a "Benção" do padrinho, e ao estender a mão para o formado
que o batizou, receberia uma "Benção"(Golpe frontal dado com a parte inferior do pé
empurrando o adversário na altura do peito) que o jogava no chão.
Era necessários pelo menos, 6 meses de treino para se formar na Capoeira Regional. O
exame era realizado em 4 domingos seguidos, no Nordeste de Amaralina, academia do
mestre, os alunos a serem examinados eram escolhidos por ele. Durante 4 dias os alunos
eram submetidos a algumas situações onde teriam que mostrar os valores adquiridos
durante a fase de aprendizado, como por exemplo: força, reflexo, flexibilidade e etc. No
último domingo é que o mestre dizia quem havia sido aprovado e então ensinava novos
golpes e também marcava o dia da formatura.
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A Formatura
A cerimônia iniciava com uma roda de formados antigos para que as madrinhas e os
convidados pudessem ver o que era a Capoeira Regional. Mestre Bimba ficava ao lado
do som, que era formado por 1 Berimbau e 2 pandeiros, comandando a roda e cantando
as músicas características da Regional.
Terminada a roda, o mestre chamava o orador que geralmente era um formado mais antigo
para falar um breve histórico da Capoeira Regional e do mestre.
Após o histórico, o mestre entregava as medalhas aos paraninfos e os lenços azuis (Graduação
dos Formados) as madrinhas.O paraninfos colocava a medalha ao lado esquerdo do peito do
Formado e as madrinhas colocavam os lenços nos pescoços dos seus respectivos afilhados. A
partir dai os formados demonstravam alguns movimentos a pedido do mestre para mostrar a
sua competência, incluindo os movimentos de "cintura desprezada", "jogo de floreio" e o
"escrete" que era o jogo combinado com o uso dos Balões.
Para terminar, chegava a hora do "Tira-medalha" onde o recém formado jogava com um
formado antigo que tentava tirar a sua medalha com qualquer golpe aplicado com o pé. Só
então depois de passar por isso tudo é que o aluno poderia se considerar aluno formado de
mestre Bimba, tendo direito até de jogar na roda quando o mestre estivesse tocando Iuna que
é o toque (onde quem joga hoje são só os mestres) criado por ele para esse fim. A partir dai
só restava o curso de especialização que veremos a seguir.
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O Curso de Especialização
Tinha duração de 3 meses, sendo 2 na academia e 1 nas matas da Chapada do Rio Vermelho
Tratava-se de um treinamento de guerrilha, onde aconteciam as emboscadas, armadilhas e
etc., que consistia em submeter o formado a situações das mais difíceis, desde defender-se
de 3 ou mais Capoeiristas, até defender-se de armas. Terminado o curso, o mestre fazia a
mesma festa para os novos especializados, e estes recebiam o lenço vermelho a cor que
representava a nova graduação. O aluno que se formava ou se especializava, tinha a o dever
de pendurar um quadro com a foto mestre, do padrinho, do orador, e a própria foto.
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Conclusão
Mestre Bimba realmente foi o grande "propulsor" da Capoeira no Brasil mas , muitos dos
Métodos citados acima não são mais usados na verdade grande parte deles nao existe mais
a muito tempo mas, foram muitos úteis. Para nós Capoeiristas só resta dizer: Muito obrigado
ao Mestre Bimba.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
explicação dos movimentos da capoeira e mais um pouco
Movimentos Básicos
Jogo
É a troca constante de base.É uma característica da capoeira que consiste na movimentação constante de braços e pernas executados pelo capoeirista, em movimentos de vai e vem, avanços e recuos, iludindo o adversário e buscando a melhor oportunidade para desferir seus golpes.
Esquivas
Jogo
É um movimento característico de capoeira no qual o praticante leva as duas mão ao solo subindo imediatamente as duas pernas, geralmente esticadas e caindo geralmente de pé. É sempre feito para um dos lados, sendo que possui diversas variações, pois uma das pernas ou mesmo as duas poderão, também passar encolhidas para maior defesa do corpo. A perna que dá o impulso é a perna para o lado que se vai aplicar o aú. A perna que primeiro atinge o chão é justamente a outra, que ao fim do golpe se dobra um pouco para melhor atingir o chão. Também pode ser um golpe ofensivo.É uma esquiva em que o praticante desce ao solo, para trás, e se apoia nas duas mãos, ficando portanto com um total de 4 apoios ao solo: as duas mãos e os dois pés. Se o capoeira de locomover nesta posição, dá-se o nome de ARANHA.
É uma esquiva na qual o praticante se abaixa de frente para o adversário, com os braços protegendo o rosto, não sendo admitido que nenhuma das mãos vá ao chão. O apoio do corpo deverá ser apenas sobre os dois pés, podendo estar estes sobre as pontas ou não.
É uma esquiva que o praticante faz descendo ao solo apoiado em uma das pernas e com a outra esticada. As duas mãos vão ao chão, sendo que, se estiverem do lado da perna esticada, sua característica é quase que exclusivamente de defesa, porém se as mão estiverem para o lado da perna dobrada, propicia ao executor a oportunidade de aplicar uma rasteira logo em seguida. Em uma de suas variações, quando as mãos estiverem viradas para o lado da perna dobrada, elas poderão não ir ao solo, permanecendo à altura do rosto e do tórax, em posição de defesa.
É uma esquiva em forma de rolamento, na qual o praticante de capoeira vai ao chão, rola por cima da cabeça, mas apoiado em um dos braços que está a altura do seu rim. Ao fim do movimento, estará normalmente em posição de negativa ou resistência. Também pode ser umgolpe ofensivo.
É uma esquiva na qual o praticante desce ao solo em três pontos de apoio, os dois pés e uma das mãos. As duas pernas deverão estar dobradas e a mão que vai ao solo poderá estar por trás do corpo, pela direita ou pela esquerda. O corpo poderá estar curvado para trás ou mesmo erguido. O que caracteriza a resistência são os três pontos de apoio com as duas pernas dobradas.
Golpes Desequilibrantes
Quando se cair em negativa, na situação em que a perna esticada estiver por trás da perna de base do adversário, dá-se um puxão com a mesma, procurando derruba-loÉ uma rasteira com a perna semi-flexionada. Aplica-se em pé.
Banda Jogada
É um golpe de capoeira no qual o praticante se aproxima do adversário, aplica-lhe uma batida na coxa com o joelho, prosseguindo o movimento desequilibrante com uma banda.Banda Trançada
É um golpe aplicado estando-se em pé. Aplica-se o pé por trás do pé da perna de base do adversário. Introduz-se o joelho pela frente da perna do adversário, empurrando-a para trás e ajudando ao empurrão com o peso do corpo, para frente.Benção
O capoeirista em base, procura atingir o adversário com a perna de trás, com a planta do pé.Chulipa
Aplica-se uma rasteira na frente do adversário como se quisesse derruba-lo. Se a rasteira for dada com a perna esquerda, antes de completar o giro, deve-se dar um telefone ou um galopante no oponente.Crucifixo
É um golpe no qual o praticanteao receber um pé de giro alto, ele "entra no adversário" colocando seu braço por baixo da perna elevada do oponente, lhe tirando o equilíbrio ao elevar mais ainda sua perna.Escala de Pé
É um golpe constituído de diversas variações que buscam desequilibrar o adversário da seguinte forma básica: o praticante desce na posição de rolê ou ponte, introduz os dois pés entre os pés do adversário e puxando, abrindo ou fazendo os dois ao mesmo tempo, derruba o oponente.Gancho
Aplica-se com a perna em forma de gancho, puxando por trás a perna do adversário.Paulista ou Letra
O capoeirista, quando o adversário der um golpe alto, escora e entra aplicando um rapa com a perna cruzada, em forma de letra, passo conhecido no futebol.Rasteira de Mão
É um golpe aplicado em raríssimas oportunidades. Consiste em agarrar e puxar o pé de apoio do oponente quando se estiver executando algum golpe de giro alto.Rasteira de Meia Lua Presa
É um golpe no qual o capoeirista agacha-se sobre uma das pernas, põe as mãos no chão e com a outra perna esticada aplica uma meia lua tradicional. Entretanto, o pé que faz o semicírculo da meia lua segue uma trajetória rasteira ao chão. Como este golpe só é empregado quando o oponente está com uma das pernas levantadas, o objetivo é alcançar a outra e com sua passagem desequilibrar o oponente.Rasteira Deitada
É um movimento de capoeira com o qual o praticante busca desequilibrar seu adversário, abaixando-se e aplicando um rapa com o pé, o pé passa rente ao chão.Rasteira em Pé
É um movimento identico ao anterior, só que o praticante permanece de pé para efetuar o rapa com o pé. Sempre visando desequilibrar o oponenteTesoura no Chão
É um movimento no qual o capoeirista procura envolver o corpo de seu oponente com suas pernas em forma de tesoura, procurando desequilibar o adversário. A entrada pode ser efetuada de frente ou de costas, tanto faz.Tesoura do Aú
Aplica-se primeiramente um aú bem próximo do adversário. As pernas se separam e envolvem-no aplicando-se a tesoura.Tesoura voadora
Aplica-se contra um adversário após um salto para frente. Envolve-se o adversário com as pernas e gira-se o corpo para desequilibra-lo.Vingativa
É um movimento onde o aplicante se aproxima rapidamente do adversário, coloca-se lado a lado com ele e com uma das pernas atrás servindo de apoio e um empurrão com o cotovelo para trás. A perna que fica por trás do adversário é a que estiver lado a lado com a perna do oponente.Golpes Ofensivos
Armada
Aplica-se estando em pé, e consiste em firmar-se com um pé no chão e com a outra perna livre, fazer um movimento de rotação, varrendo na horizontal, atingindo o adversário com a parte lateral externa do pé.Arpão
Golpe desferido com o joelho contra o adversário, de baixo para cima ou lateralmente.Arrastão Negativa Batendo
É um golpe traumático. Quando cair-se em negativa na situação em que a perna esticada estiver por trás da perna de base do adversário e o pé envolvendo o seu calcanhar, aplica-se uma forte pancada, com o calcanhar da outra perna (a que está encolhida). A pancada é efetuada em forma de gancho, de fora para dentro, na parte lateral da perna do adversário.Arrastão Negativa Empurrando
Quando cair-se em negativa na situação em que a perna esticada estiver por trás da perna de base do adversário, aplica-se um chapa de frente com a outra perna na canela do adversário.Aú Chapa de Costas
Consiste na aplicação de um aú e logo em seguida cortar o mesmo, ou seja, dar um giro no corpo, batendo com a planta do pé no adversário e caindo em base de rolê.Aú Chapa Lateral
Consiste na aplicação de um aú na direção do adversário, aplicando-lhe um golpe com a planta de um ou dos dois pés, completando o movimento com um rolê.Aú Chibata
É um golpe aplicado estando-se em base de aú. Aplica-se o aú e desta posição aplica-se a chibata com uma ou com as duas pernas, ou seja, atinge-se o adversário com os peitos dos pés.Aú Cortado
Consiste em aplicar um aú quando o adversário estiver no chão. Aplica-se o aú por um dos lados do adversário e quando as pernas estiverem esticadas no alto, dá-se uma torção no corpo, indo cair sobre o oponente com uma das pernas esticadas, atingindo-o com o calcanhar.Chapa em Pé
É a interrupção de uma armada ou uma meia lua presa. Encolhe-se e distende-se a perna contra o adversário. Aplica-se a armada ou a meia lua presa e no meio do giro, aplica-se a chapa em pé.Chapa no chão
É um golpe aplicado de frente ou de costas, tendo-se como base as duas mãos e um pé. Aplicando-se de frente e estando em negativa com a perna direita esticada, a perna que toca o adversário é a esquerda. Para aplica-la de costas, caso a negativa seja com a perna direita esticada, faz-se um meio rolê, ficando de costas para o adversário, encolhe-se a perna direita e aplica-se a pancada com a mesma. A pancada é aplicada com a planta do pé ou calcanhar, distendendo a perna na horizontal ou de baixo para cima.Cotovelada
Consiste em aplicar o cotovelo em qualquer parte do corpo do adversário.Forquilha
É a ação de introduzir um ou mais dedos nos olhos do adversário.Escala de Mão
Golpe semelhante ao soco. Aplica-se com a base da mão, no ombro, plexo, queixo ou nariz do adversário. A palma deve estar voltada para o adversário e a ponta dos dedos deve ser encolhidas. No ombro e no plexo, aplica-se na horizontal; no queixo e no nariz, de baixo para cima.Galopante
É um golpe traumático que consiste na aplicação de uma das mãos em forma de concha, no ouvido do adversário.Martelo em Pé
Estando-se em base, a perna de trás sobe lateralmente e flexionada, distendendo-se para tocar o adversário.Martelo de Chão
É o martelo aplicado tendo-se como base uma das mãos no solo. A mão que vai ao solo é a oposta à perna que aplica o martelo.Meia Lua de Compasso
É um golpe no qual o praticante agacha-se sobre a perna da frente, e com a outra perna livre, faz um movimento de rotação, varrendo na horizontal ou diagonal. Quando inicia-se o movimento de rotação, as duas mãos vão ao solo para melhor equilíbrio. Atinge-se o adversário com o calcanhar.Meia Lua Presa
É a meia lua de compasso com apenas uma das mãos no chão. A mão que vai ao chão é a mão oposta à da perna que vai desferir o golpe.Meia Lua Solta
É a meia lua de compasso sem nenhuma das mãos no chão. Não se pode levantar o tronco. A posição do tronco deve continuar baixa, como se estivesse com as mãos no solo.Meia Lua de Frente
Consiste em lançar a perna de trás, esticada, num movimento de rotação, de fora para dentro. A parte que toca o adversário é a parte interna do pé.Pisão
É um golpe que se aplica de pé, distendendo a perna de trás contra o oponente, em movimento de "coice". Aplica-se o pisão na horizontal ou de baixo para cima, e bate-se com a planta do pé ou calcanhar.Queixada
É um golpe traumático que se aplica de pé, estando-se em base em uma das pernas e suspendendo a outra contra o oponente em forma de giro, de dentro para fora, visando especialmente seu queixo. A perna é deslocada e retesada e a parte que toca o adversário é a parte lateral externa do pé.Rabo de Arraia
É um salto mortal dado para frente. No giro, os calcanhares visam a cabeça ou o tórax do adversário. Pode ser aplicado com as mãos no solo ou não.Asfixiante
É um golpe desferido com a mão fechada (soco), pegando entre o nariz e a boca.Vôo do Morcego
Dá-se um salto para cima, distendendo uma ou as duas pernas contra o adversário.Contragolpes
Queda de Ladeira
É a aplicação de um contragolpe, escora ou tranco, de um golpe solto no ar aplicao pelo seu adversário, desequilibrando-o.Boca de Calça ou Arrastão
É um golpe no qual o praticante leva as duas mãos aos pés ou pernas do adversário, puxando-os com as mãos para a frente, fazendo com que ele caia para trás. Uma cabeçada ajuda a derruba-lo.Caçuá
Contragolpe para a benção. Com a mão em forma de concha, procuramos encaixa-la no calcanhar do adversário e suspendê-lo, desequilibrando-o.Cutila (palma)
É o ato de aparar ou contragolpear um martelo com a mão fechada, contra a perna do adversário. Faz-se um movimento de giro com o antebraço, de cima para baixo e de dentro para fora. A parte que apara ou golpeia é a parte lateral externa do punho.Passo da Cegonha
Contragolpe aplicado contra a armada. Aplica-se primeiramente um tranco e imediatamente um gancho.Floreios
Aú Agulha
É um aú no qual o praticante leva as duas mãos ao chão subindo imediatamente as duas pernas, juntando-as no alto, esticadas. Ainda no alto, dá-se uma torção no corpo, tocando o chão com a ponta dos pés. Inicia-se o aú de lado, mas ao tocar o chão, o capoeirista estará com a frente voltada para onde iniciou o aú.S Dobrado
Chama-se S dobrado porque para aplica-lo necessita-se executar um movimento em forma de S ao contrário. Inicia-se com uma rasteira, com a perna esqueda, por exemplo: a perna esquerda sai de trás, perfaz três quartos de um giro, indo situar-se esticada, sem tocar no chão, no lado direito, ou seja, o lado contrário ao que se iniciou o movimento. Nesse momento faz-se dois pontos de apoio, um com a mão esquerda colocada a frente e junto ao corpo, e o outro é o da perna direita; já dobrada. Aí temos uma posição bastante parecida com a negativa, sendo que estamos de lado para o adversário, e a perna esquerda não tocando o chão. Iniciamos a primeira volta do S. Agora devemos dar um impulso para cima e para trás, rodando por cima da cabeça, tendo-se como base as duas mãos paralelas. A perna que toca primeiro o chão é a direita.Macaco
Consiste na aplicação de um salto para trás, cujo movimento inicia-se com o agachamento, e a colocação da mão no chão, para trás, e próxima ao corpo. Dá-se um impulso no corpo para trás e executa-se um giro completo, terminando o movimento com a perna oposta a da mão que tocou primeiro o chão.Volta ao Mundo
Ritual existente na Capoeira Regional. Quando um dos capoeiristas está cansado, convida o oponente para se dar a volta ao mundo. É obrigatório acompanha-lo sendo que o que é convidado não deve atacar.Chamada ou Passo a Dois
Ritual existente na Capoeira Angola em que se realiza uma parada com os braços abertos, ligeiramente elevados, e o adversário se dirige ao seu oponente apoiando as mãos no mesmo, e por um breve tempo caminham compassadamente pela roda até que o chamante autorize o reinício do jogo.movimentos basicos da capoeira
Antes de mais, é necessário relembrar que este espaço de demonstração de movimentos básicos de Capoeira ser útil, não tem comparação ao treino com um Mestre de Capoeira. Apenas em treinos de Capoeira se pode aprender se pode aprender esta verdadeira arte. E é necessário explicar que seria impossível elaborar um reportório de todos os movimentos de Capoeira, visto que muitos ou são derivados ou combinações de outros movimentos. nós aqui apenas tentamos mostrar os mais comuns e básicos. | |||||||||
| | Ginga: O movimento básico de Capoeira. Em vez de o capoeirista se fixar numa posição, ele está sempre em movimento, efectuando esta espécie de dança. | ||||||||
| Au: O Au é basicamente aquilo a que se chama uma roda, praticada normalmente na ginástica. Também conhecido como Au Regional é usado na Capoeira como uma forma rápida de fugir ou enganar o "adversário". | | ||||||||
| | Au Angola: O Au Angole é um Au, mas este é apenas utilizado na Capoeira Angola. O seu afastamento do Au (acima) é o facto de se flectirem os joelhos na execução da roda. | ||||||||
| Cocorinha: A Cocorinha é um método evasivo, nomeadamente consiste na forma de evitar pontapés circulares efectuados em curta distância. Neste movimento é necessário que a mão que toca no solo mantenha o equilíbrio, e, tal como em todos os movimentos e "jogo" capoeirista, é necessário manter sempre o contacto visual com o adversário. | | ||||||||
movimentos de capoeira
MOVIMENTOS NA CAPOEIRA
Dividimos os movimentos, didaticamente, em golpes de ataque, defesa e movimentos especiais. Os de ataque podem ser efetuados com os pés, as mãos, decúbito, ou joelho, além da cabeça.Ataque com os pés
Armada, arrastão, aús:-agulha, batido, chapa, chibata, com uma, duas, e sem as mãos, rolê, vai-e-vem, virado; bandas:-em-pé, jogada, traçada; bênção, chapas:-em-pé, no-chão-de-costas, no-chão-de-lado; chapéu-de-couro, chibatas:-presa e solta; coice, compasso, compasso-vertical, cruzado, espelho, esporão, esse dobrado (duplo esse), gancho, macaco, martelos:-em-pé, no-chão, rodado (martelo-passado); meias-luas:-de-compasso, presa, solta, sem-apoio (voadora); passa-pés:-externo e interno; paulista, pisões:-arrastado-em-pé, arrastado-batendo, arrastado-empurrando, com-base, em-pé; ponta-pé-de-biqueira, ponteira, queixada, rabo-de-arraia, rasteiras:-de-meia-lua, no-chão; tesouras:-da-negativa, do-aú, de-costas, de-frente, no-chão, voadora; volta-por-cima, vôo-de-morcego.
Ataque com as mãos
Arpão-de-dedo, asfixiante, baianada, bênção de frente, bochecho, caçoá, cutila, dedos-nos-olhos, galopante, godeme, palma-de-mão, rasteiras: com uma e duas mãos; soco, tapa, telefone.
Defesa
Aú, caída-na-junta: da cocorinha e da negativa; calço, cocorinha, cruzeta, envergadura, escora, esquivas, negativas:-invertida e regular, defesa-de-dedo-no-olho, pulo, queda-da-boca-de-calça, queda-de-quatro, queda-do-coice, resistência, salta pescoço, tranco, variação-de-negativa, variação-de-negativa-de-angola.
Especiais
Arpão, arpão-de-giro, balões: de-costas, de-frente, de-lado; boca-de-calça, cabeçada, cintura desprezada, cotovelada, cruz, eu-ia, gravata-cinturada, helicóptero, mortal, palhaço, passo-da-cegonha, pisão, quebra-espinha, queda-de-rins, rinoceronte, tombo-da-ladeira, vingativa.
Especiais
Bananeira, corta-capim, finta, deslocamento na ginga, peões: mão e cabeça; volta-ao-mundo.
DESCRIÇÃO DE ALGUNS MOVIMENTOS
Golpes com as mãosArpão-de-dedos: Golpe desferido com as falanges médias semicerradas de uma das mãos.Golpe com os pés
Asfixiante: Golpe desferido com os dedos indicador e polegar em "L", contra a garganta.
Bochecho: Dois godemes simultâneos aplicados contra a face.
Caçoá: Escala-de-mão desferida no calcanhar, defendendo-se de uma bênção.
Cruzeta: Golpe desferido com uma das mãos segurando o pulso da outra.
Cutila: Golpe desferido com a faca (região lateral) de uma das mãos fechada.
Dedos-nos-olhos: Golpe desferido com uma das mãos, usando os dedos indicador e médio contra os olhos do oponente.
Escala-de-mão: Golpe desferido com a palma de uma das mãos semicerrada.
Galopante: Golpe desferido com a frente de uma das mãos fechada.
Godeme: Golpe desferido com as costas de uma das mãos fechada.
Soco: Golpe desferido com as falanges de uma das mãos fechada.
Tapa: Golpe desferido com a palma de uma das mãos aberta.
Telefone: Galopantes ou tapas desferidos contra os ouvidos.
.Bênção
Golpe desferido frontalmente, batendo o calcanhar no oponente, com um dos pés (segundo a tradição oral o nome deve-se à reação de escravos quando obrigados a beijar a mão do senhor-de-engenho). Durante o movimento é feita a remada.
Martelos:
.Martelo-em-pé
Golpe desferido em três momentos: inicia-se com uma das pernas encolhida lateralmente; o pé pode bater com a ponta, o peito ou a chapa, na frente. O retorno se dá da mesma forma que o início e, durante o movimento, há remada. O pé bate e volta.
.Martelo-no-chão
Parte-se da negativa, podendo-se terminar o movimento em pé ou continuar no chão. A caracterização do golpe consiste em arremessar o umbigo para cima e só colocar uma das mãos no chão após o pé, da perna mais encolhida (de base), atingir o alvo.
.Martelo-passado (rodado):
Golpe desferido de pé (da posição vertical), passando o pé pelo alvo e continuando o giro do corpo, até a posição inicial.
Meias-luas:
.Meia-lua-de-compasso
Golpe desferido com duas mãos no chão, batendo o calcanhar do pé que se encontra atrás, com a perna esticada. Isso é feito colocando-se a mão direita no chão, atrás do calcanhar esquerdo e vice-versa. É da torção do tronco que sairá a potência do golpe.
Após o movimento, o praticante retorna à posição inicial.
.Meia-lua-presa
O mesmo movimento, com apenas um apoio de mão.
Meia-lua-solta
Há três maneiras de se executar a meia-lua-presa sem apoio (aérea).
Bibliografia
Monografia desenvolvida por João Couto Teixeira no Curso de Especialização no Ensino da Capoeira na Escola, Universidade de Brasília,1998.
Marco Aurélio
Fonte: www.iesambi.org.br
Movimentos da Capoeira
Defesas: cocorinha, esquivas, negativas, resistência;Ataques Rodados: armada, chapéu de couro, meia-lua, meia-lua de compasso, meia-lua solta, queixada;
Ataques Frontais: bênção, chapa, esporão, martelo, ponteira;
Ataques Voadores: armada, martelo voador, meia-lua solta, queixada, vôo do morcego;
Movimentacoes: ginga, eu ia, rolê, fuga, troca, atravessa, meia volta, volta ao mundo;
Golpes de Mao: abafador, asfixiante, cutilada, galopante, godeme, quebra-queixo;
Acrobacias: aú, compasso, duplo S, eclipse, giro de cabeça, macaquinho, palhacinho, queda de rins, salto (uno, duplo e triplo e mortal), saudação, voador;
Desequilibrastes: arrastão, bandas, chibata, rasteira, tesouradas, vingativas;
Especiais: batida de frente, boca de calça, cabeçada, carrinho de mão, coice, trava de perna.
Exemplos:
Armada MarteloÉ a troca constante de base. É uma característica da capoeira que consiste na movimentação constante de braços e pernas executados pelo capoeirista, em movimentos de vai e vem, avanços e recuos, iludindo o adversário e buscando a melhor oportunidade para desferir seus golpes.
Au Martelo Cruzado
Bencao Martelo Rodado
Cabecada Meia Lua de Compasso
Chapa Ponteira
Chapa de Costas Queda de Rins
Folha Seca Queixada
Macaco Role
Ginga
Armada
O capoeira executa um giro de todo o corpo, aparentemente dando as costas ao adversário, posicionando-se sobre a perna que se encontra à frente, arremessando a outra perna, em um movimento que completa o giro do corpo, tendo como objetivo a cabeça do oponente.
Benção
O capoeira ao aplicar a Bênção levanta a perna que se encontra atrás na ginga, puxa-a em direção a si e - num movimento rápido - empurra-a contra o peito do adversário, buscando atingi-lo com o calcanhar.
Cabeçada
Em uma posição semelhante à da esquiva, o capoeira projeta seu tronco para a frente, sobre uma perna flexionada servindo como base, buscando atingir o adversário com a cabeça.
Chapa de costas
Neste movimento o capoeira se abaixa até o solo, numa posição próxima à da meia lua de compasso, quando então desfere um golpe idêntico à chapa lateral, agora contando com o apoio das duas mãos ao solo e se aproveitando do fato de estar de costas para o adversário.
Chapa de lateral
Este movimento é executado de forma semelhante à Bênção. A perna é puxada pelo capoeira (joelho flexionado) e distendida em um gesto súbito, procurando atingir o oponente com a parte inferior do pé.
Chapa Giratória
Ao executar a chapa giratória o capoeira faz um giro de todo o corpo sobre uma perna base que se encontra à frente, dando as costas ao adversário. Neste momento, aproveitando o impulso do movimento de rotação do corpo, desfere vigoroso chute na posição da chapa lateral, em direção ao tronco do adversário.
Coice
Como se percebe pelo nome, o coice é um movimento onde o capoeira se apóia sobre os braços e desfere um potente chute duplo. As pernas são encolhidas e depois arremessadas contra o adversário.
Meia Lua de Compasso
Neste movimento o capoeira se abaixa até o solo, apoiando as duas mãos ao solo e desferindo um giro com a perna de trás, arremessando-a à altura do tronco do adversário. O giro é executado sobre a perna base, como se fosse um compasso. Durante todo o movimento a cabeça se encontra entre os braços, os olhos atentos ao adversário.
No treinamento básico, é útil a execução em seguida à resistência, exigindo um maior controle da meia-lua e mantendo o corpo bem próximo ao solo durante toda a movimentação.
Treinando contra-ataques à meia-lua, um movimento pouco convencional, porém de certa utilidade, é o de puxar a perna de apoio de quem arremessa o golpe, com a mão, provocando a interrupção e queda do capoeira.
Meia Lua de Frente
Ao fazer este movimento o capoeira descreve uma meia-lua com uma perna estirada, arremessada com o pé passando à altura do adversário e completando um semicírculo, para então voltar com o pé ao ponto inicial, retornando à ginga.
Meia Lua de solta
Neste movimento o capoeira faz um giro de tronco, preparando-se para executar a meia-lua solta. Em seguida arremessa o corpo num giro sobre uma perna flexionada, no ar, como se fizesse uma meia-lua de compasso acima do chão. Na execução do giro, o calcanhar da perna que descreve a meia-lua procura passar à altura da cabeça do oponente.
Negativa
Aqui o capoeira desce sobre uma perna, que flexionará sob o peso do corpo, ao abaixar-se. Com isto, temos o corpo sobre uma perna, apoiado no calcanhar, enquanto a ponta do pé (flexionada) firma a base no chão. A outra perna é lançada à frente, esticada, o calcanhar tocando o solo. O braço deste lado apóia a mão ao solo, garantindo ao capoeira três pontos de apoio e uma posição que permite locomoção rápida.
Geralmente os capoeiras aperfeiçoam a execução da negativa treinando a troca de negativas, que consiste em alternar sucessivamente os pontos de apoio do corpo, de um lado e de outro, em rápidos movimentos.
Parafuso
O capoeira executa um giro em tudo semelhante ao da armada. Quando a perna começa a efetuar o semicírculo, o capoeira dá um salto e desfere um pontapé lateral com a outra perna, girando no ar, graças ao impulso obtido durante toda a movimentação.
Queixada
Aqui o capoeira se posiciona defronte ao adversário, dá um passo lateral e em seguida, numa torção do tronco, arremessa a perna da frente, desferindo um movimento semicircular à altura da cabeça do adversário, prosseguindo a descida da perna até o solo.
Rabo de Arraia
No rabo de arraia o capoeira se aproxima do adversário e se atira ao solo, apoiado às mãos, lançando um dos pés em direção ao rosto do oponente, enquanto a outra perna dá equilíbrio ao movimento.
Vôo do Morcego
Na execução deste movimento o capoeira pula em direção ao adversário, com as pernas e braços encolhidos. No ar, as pernas são distendidas e os pés empurrados com força contra o oponente. Ao cair no solo, o capoeira amortece a queda com as mãos.
Fonte:
golpes existentes na capoeira
Os golpes de capoeira podem ser divididos em golpes de linha e golpes rodados, entretanto também podem ser divididos em golpes traumatizantes e desequilibrantes. Lembrando que os nomes dos golpes podem se alterar de região para região. Um mesmo golpe pode ter outro nome em outro lugar, ou um mesmo nome pode significar um golpe em um lugar e outro golpe diferente em outro lugar/região.
== (Golpes Traumatizantes) ==Os golpes traumatizantes são golpes ofensivos, golpes que podem causar danos ao adversário. Apesar de a maioria das vezes, em rodas ou treinamento o dano não é desejado, então o golpe fica apenas para incentivar a esquiva do adversário.
- Armada ou meia-lua de costas: a armada aplica-se estando em pé. Através de um movimento de rotação, um pé fica firme ao chão enquanto o outro sobe varrendo a horizontal atingindo o adversário com a parte externa do pé.
- Arpão: golpe no qual derruba o adversário como uma arpa.
- golpe aplicado com a mão fechada (soco) contra o nariz e/ou boca do oponente.
- Chapa ou chapa de chão: coice aplicado com uma das pernas estando em posição de rolê (com as duas mãos e pés ao chão, com o corpo virado para o chão e as costas para cima).
- Chibata: estando na posição de início ou término do aú, o aplicante bate com o pé que está no alto batendo com o peito do pé e girando para voltar à base de ginga.
- Corta Eucalipto: golpe caracterizado pela neocapoeira como o mais potente. Aproxima-se do oponente, vira-se tronco e braços e salta. Quando está no ar, contrai-se as pernas como uma tesoura a ser usada na perna ou na cabeça do adversário.
- Cotovelada: golpe com o cotovelo em qualquer parte do corpo do adversário.
- Escorão, pisão, chapa, ou chapa de frente: aplica-se em pé distendendo a perna de trás em movimento de coice acertando o adversário com a planta do pé. Este golpe pode visar empurrar (derrubando) o adversário o traumatizá-lo.
- Esporão, chapa rodada ou chapa de costas: aplica-se o escorão, porém a perna de trás passa por trás do aplicante em um movimento de giro semelhante à armada.
- Forquilha: é a ação de introduzir um ou mais dedos nos olhos do adversário.
- Escala de mão: golpe semelhante ao soco. Aplica-se com a mão aberta e os dedos encolhidos utilizando a base da mão. Estando a palma da mão voltada para o adversário. Normalmente é aplicado contra a face do adversário.
- Galopante: aplica-se uma mão em forma de concha contra o ouvido do adversário.
- Gancho: estando em pé, a perna de trás sobe junto com um giro do tronco invertendo o lado do golpe fazendo com que o chute seja dado com o calcanhar ou a planta do pé no rosto do adversário
- Martelo: estando em pé, a perna de trás sobe lateralmente, flexionada depois estende-se para atingir o adversário. Também pode ser aplicado com uma mão apoiando-se no chão, onde a mão que vai ao chão é a oposta à perna que aplica o golpe.
- Meia-lua de compasso: também conhecida por rabo-de-arraia, sendo a meia-lua de compasso uma variação do golpe rabo-de-arraia que vem da capoeira de Angola. Ficando de lado, agacha-se sobre a perna da frente, estendendo a perna de trás. Faz-se um movimento de rotação varrendo a horizontal com a perna de trás esticada, apoiando-se na perna da frente, terminando em posição de ginga. O corpo do aplicante fica rente à perna da frente sobre a qual ele está agachado. O aplicante pode colocar as duas mãos ao chão para aumentar a sua segurança, ou apenas uma ou nenhuma mão.
- Meia-lua de frente: estando com as pernas lado a lado, lança-se uma das mesmas estica varrendo a horizontal em um movimento de rotação fazendo a trajetória de uma meia-lua. Acerta-se o adversário com a parte interna do pé.
- Ponteira: golpe que atinge o adversário com a perna de trás utilizando a parte debaixo dos dedos, na planta do pé, semelhante ao bicão/bicuda do futebol. Normalmente, mira-se a região abdominal do adversário.
- Queixada ou queixada de costas: aplica-se em pé, estando em base de uma perna e estendendo a outra contra o oponente em forma de giro, de dentro para fora. A parte que atinge o adversário é a parte lateral externa do pé.
- Rabo-de-arraia: golpe semelhante à meia-lua de compasso, porém no estilo da capoeira de Angola. Tecnicamente são o mesmo golpe, sendo um, uma variação do outro.
- Rabo-de-arraia (2): salto mortal para frente, onde um ou os dois pés visam atingir o adversário com o(s) calcanhar(es). Também podem ser aplicado apoiando as mãos no chão.
- Vôo do morcego ou voadora: dá um salto e estende-se uma ou as duas pernas visando atingir o adversário. Este golpe também é popularmente conhecido como "voadora".
[editar] Golpes Desequilibrantes
- Abertura: também conhecido como escala de pé. O aplicante coloca suas duas pernas entre as pernas do adversário e abre-as e puxa-as forçando a abertura excessiva das pernas do adversário desequilibrando-o.
- Arrastão da negativa: estando em posição de negativa, coloca-se a perna estendida atrás de uma das pernas do adversário e aplica-se um puxão, visando derrubá-lo.
- Banda ou pé-de-rodo: estando em pé, aplica-se uma rasteira com a perna semi-flexionada. Também conhecida popularmente como "pé-de-rodo".
- Banda de costas: também conhecida como banda trançada. Estando em pé, coloca-se uma das pernas atrás de uma das pernas do adversário, então puxa a perna podendo empurrar o adversário para frente com o corpo ou braço.
- Bênção: estando em base de ginga, atinge-se o adversário com perna de trás, usando a planta dos pés. Assim, o aplicante empurra o adversário.
- Boca de calça: puxam-se as duas pernas do adversário com as mãos, podendo ajudar com uma cabeçada.
- Cabeçada: ato de empurrar o adversário com a cabeça. Também pode ser usado como golpe traumatizante, acertando com força o abdômen ou outra parte do corpo do adversário.
- Crucifixo: ao receber um golpe de perna alta, o aplicante aproxima-se do adversário, colocando a perna do adversário sobre seu ombro. Assim, o aplicante levanta ainda mais a perna do adversário desequilibrando-o. Normalmente aplicado contra golpes giratórios altos como a armada ou contra o martelo.
- Gancho: puxa a perna do adversário, por trás, usando a própria perna em forma de gancho. O aplicante pode estar em pé, ou apoiado em uma das mãos.
- Rasteira de mão: puxa-se a perna de apoio do adversário quando este está aplicando um golpe (normalmente, golpe de giro alto) usando as mãos. Golpe utilizado em raríssimas oportunidades.
- Rasteira: passa a perna rente ao chão em um movimento circular ou semicircular puxando a perna do adversário desequilibrando-o. Pode ser aplicada estando em pé ou abaixado.
- Tesoura: envolve o adversário com as pernas e depois gira o corpo para desequilibrá-lo. A mesma pode ser aplicada no chão por trás ou pela frente. Também pode ser aplicada no alto, salta-se antes de aplicar a mesma, que também pode ser pela frente ou por trás.
- Tombo da ladeira: golpe que visa derrubar o adversário quando ele aplica um golpe com salto ou faz acrobacias. Pode ser através de um escorão, puxão no pé, entre outros.
- Vingativa: aproxima-se rapidamente do adversário (normalmente logo após um golpe), coloca-se lado a lado com ele e com uma das pernas atrás servindo de apoio e aplica-se um empurrão com o cotovelo, costas, ou cabeça para trás. A perna que fica por trás do adversário é a que estiver lado a lado com a perna do oponente.
terça-feira, 5 de julho de 2011
História da capoeira
Origem da palavra capoeira, cultura afro-brasileira, luta, funções sociais, como começou
a capoeira, proibição, transformação em esporte nacional, os estilos
Escravos jogando capoeira no Brasil Colônia.
a capoeira, proibição, transformação em esporte nacional, os estilos
Raízes africanas
A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas.
No Brasil
Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.
Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.
A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.
Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.
Três estilos da capoeira
Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.
A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.
Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.
Três estilos da capoeira
A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.
capoeira contemporânea
A partir da década de 1970 um estilo misto começou a adquirir notoriedade, com alguns grupos unindo os fatores que consideravam mais importantes da Regional e da Angola. Notadamente mais acrobático, este estilo misto é visto por alguns como a evolução natural da capoeira, por outros como descaracterização ou até mesmo mal-interpretação das tradições capoeirísticas.
Com o tempo toda capoeira que não seguia as linhas da Regional ou da Angola, mesmo as amalgamadas com outras artes-marciais, passou a se denominar Contemporânea.
Com o tempo toda capoeira que não seguia as linhas da Regional ou da Angola, mesmo as amalgamadas com outras artes-marciais, passou a se denominar Contemporânea.
A vida de Waldemar como capoeirista e mestre de capoeira começa na década de 1940, onde ele implanta um barracão na invasão do Corta-Braço, futuro bairro da Liberdade, onde joga-se capoeira todos os domingos, também ensinando na rampa do mercado na cidade baixa. Praticava uma diversidade de capoeira, dos mais lentos aos mais combativos, com afirmada preferência para os mais lentos.
Durante a década de 1950, a capoeira dele na Liberdade atrai acadêmicos, artistas e jornalistas. Os etnólogos Anthony Leeds em 1950 e Simone Dreyfus em 1955 gravam o som dos berimbaus. O escultor Mário Cravo e o pintor Carybé, também capoeiristas, freqüentam o barracão. Mais tarde, a maior parte dos renomados capoeiristas afirmam ter grande influência na capoeira de Waldemar, na de Mestre Cobrinha Verde do bairro de Nordeste de Amaralina até na de Mestre Bimba.
De acordo com Albano Marinho de Oliveira (1956), o grupo da Liberdade começou a cantar longos solos antes do jogo (hoje chamados ladainhas). O próprio Waldemar reivindicou, em depoimento a Kay Shaffer, ter inventado de pintar o berimbau. A fabricação e venda para os turistas de berimbau foi uma fonte de renda para mestre Waldemar.
Waldemar, como bom capoeirista, andou na sombra. Ficou discreto sobre suas atividades e breve em sua fala. Mal existem fotos dele antes de velho. Não procurou a fama e, apesar de seu notado talento de cantor e de tocador de berimbau, não integrou muito o mercado de espetáculo turístico. Também, a música que se escuta nas gravações de 1950 e 1955 é coletiva, sempre tendo, ao menos, um dialogo de dois berimbaus.
Velho e impossibilitado de jogar capoeira e de tocar berimbau pela doença de Parkinson, Waldemar ainda aproveitou um pouco do movimento de resgate das tradições dos anos 1980, cantando em diversas ocasiões e gravando CD com Mestre Canjiquinha.
Na Bahia existem um bairro e uma rua que recebem seu nome.
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